Mecânica Geral

Cada veículo tem um número significativo de sistemas e estes, por sua vez, são compostos por vários componentes, muitos dos quais têm o seu próprio plano de manutenção definido pelo fabricante em quilometragem e em tempo. Da mesma forma, existem componentes que não estão sujeitos a planos de manutenção programada, mas requerem considerações relevantes para serem substituídos quando se avariam.

A manutenção automóvel é fundamental para prolongar a vida útil dos automóveis e, principalmente, para garantir a segurança dos condutores e passageiros. Para tal, estar atento e saber ouvir o seu veículo são duas premissas fundamentais da manutenção auto, pois ajudam a compreender as queixas e sintomas assim que estes aparecem.

São vários os tipos de manutenção automóvel disponíveis para manter o desempenho efetivo do seu automóvel em dia. Entre elas estão: a Manutenção Preventiva, a Manutenção Preditiva e a Manutenção Corretiva. Veja abaixo quais são as diferenças entre os tipos e descubra qual o plano de manutenção ideal para o seu automóvel!

 

A SABER

Mais informação sobre os nossos serviços

Indo ao encontro das necessidades dos Clientes recolhemos e entregamos as viaturas na residência ou no local de trabalho

Tal como o nome indica, o objetivo da manutenção preventiva é “prever”. Optar por regularmente fazer uma manutenção automóvel permite evitar problemas maiores, uma vez que vai estando atento ao desgaste do veículo, podendo substituir algum componente que seja necessário. Chama-se a isto manutenção preventiva, pois permite-lhe precaver-se antes de avançar para a revisão preconizada do seu veículo, bem como para a inspeção periódica obrigatória, evitando mais estragos e até despesas.

Este tipo de manutenção tem o mesmo objetivo da manutenção preventiva, mas a sua aplicação é o que distingue ambas. Ainda que o objetivo seja prever problemas de modo a evitar que aconteçam – ou evitar acidentes e maiores riscos –, a manutenção preditiva é baseada em sinais do automóvel que indiquem possíveis problemas que necessitem, de facto, de manutenção.

Isto é, enquanto a manutenção preventiva é uma manutenção auto feita regularmente, independente de o veículo apresentar ou não problemas, a manutenção preditiva submete o veículo a uma avaliação regular para identificar desgastes, falhas, ruídos ou outros sinais para só então realizar a manutenção.

Um plano de manutenção preditiva pode ser ligeiramente mais caro que o plano de manutenção preventiva, uma vez que exige equipamentos, testes e avaliações adicionais, antes de efetivamente se realizar a manutenção automóvel.

Quando o objetivo da manutenção automóvel não é prever, mas corrigir um problema que o veículo está a apresentar, chama-se a isto manutenção corretiva. Esse tipo de manutenção corrige um problema já identificado e que está operante no veículo. Esta trata-se de uma manutenção necessária, contudo, pode não ser a mais vantajosa em termos de vida útil, custos e segurança.

Tanto as manutenções preventivas quanto as manutenções preditivas apresentam vantagens relativamente à manutenção corretiva, já que evitar que o problema de facto se instale pode sair mais barato – e é definitivamente mais seguro – que ter de substituir por completo uma peça que carecia de manutenção.

É fundamental adotar o hábito de fazer uma manutenção ao seu veículo de forma regular, para não correr o risco de levar a sua viatura à oficina e ser necessário substituir mais peças do que aquelas com que estava a contar.

Se pretende garantir que o seu veículo usufrui de um tempo médio de vida rico em qualidade e dotado de boas condições, pode e deve seguir-se pelas dicas de manutenção que disponibilizámos para si. Conduza em segurança!

EQUIPAMENTOS E SERVIÇOS

Estamos equipados com 2 – Elevadores Hidráulicos de 2 Colunas de 2,5Ton. e 1 de 3,2Ton., 2 – Elevadores Hidráulicos de Tesoura, 1 de 3Ton. e outro de 3,5Ton. E 1 – Elevador Hidráulico de 4 colunas (5Ton.), equipamento de Diagnóstico de Avarias Computorizado Multi-marcas, Analisador de Gases de Escape, Pistola de Ponto, Máquina de Diagnóstico de Refrigeração, Bomba de Pressão e Purgador por Despressurização do Circuito de Refrigeração, Máquina de Lavar Peças, Kits de substituição das Correias de Distribuição, Prensa Pneumática para Desmontagem de Amortecedores, entre outras, e ferramenta da marca FACOM.

Contacte-nos para mais informações.

Perda de capacidade de lubrificação, desgaste excessivo de motor, folgas, consumos de óleo, etc.

A Correia de Distribuição tem a missão de estabelecer a ligação mecânica entre o bloco e a cabeça do motor e transmite o movimento de rotação da cambota para a árvore de cames que, por sua vez, aciona as válvulas. Por isso, esta correia não pode sofrer qualquer dano, sob pena de danificar irremediavelmente o motor.

Preparamos e levamos a viatura ao Centro de Inspeções.

 

O sistema de travões é o principal equipamento de segurança ativa do veículo. A perda de travagem por falta/fuga de pressão no sistema hidráulico, o desgaste excessivo das pastilhas, ou distribuição incorreta entre rodas e eixos no sistema são sintomas que podem fazer a diferença entre travar ou não em segurança ou mantê-lo imóvel se estiver parado.
O progressivo aumento de peso e potência dos veículos, juntamente com o aumento dos padrões de segurança, fizeram evoluir o sistema desde um princípio de trabalho puramente mecânico até sistemas de funcionamento que integram mecânica, hidráulica e eletrónica, funcionando em conjunto para aumentar o rendimento e a segurança.
Verificar o sistema de travagem do veículo comprovando a travagem das rodas de cada um dos eixos:
– O desequilíbrio das forças de travagem entre as rodas de um mesmo eixo, a progressão não gradual, o atraso anormal no funcionamento dos travões em qualquer uma das rodas, a variação das forças de travagem de uma das rodas devido à ovalização dos tambores ou deformações em discos, a existência de forças de travagem sem ação sobre o pedal do travão e a eficácia.

  • TRAVÃO DE ESTACIONAMENTO – Verificar cada um dos eixos do veículo sobre os quais o travão de estacionamento atua, comprovando a sua eficiência, a colocação do trinque do travão de estacionamento e se existe desgaste excessivo do eixo da alavanca ou do mecanismo de trinco e ocurso excessivo da alavanca.
  • PEDAL DO TRAVÃO – Mediante inspeção visual e pisando várias vezes no pedal do travão, verifica-se o movimento e curso do pedal, o revestimento anti deslizante e o estado.
  • TUBOS DOS TRAVÕES RÍGIDOS E FLEXÍVEIS – Mediante inspeção visual, comprovar-se-á se estão defeituosos, danificados ou excessivamente corroídos, se existem perdas nos tubos ou nas conexões com os manguitos, se a sua fixação é correta e se a colocação pode afetar a sua integridade.
  • CINTAS E CALÇOS – Mediante inspeção visual, verifica-se (nos casos em que é possível):
    • Os calços de travão apresentam desgaste excessivo, os calços de travão apresentam impregnação de óleo, sujidade, etc. e o sinal de aviso, ao acionar o contacto, não permanece ligado, sempre que o travão de estacionamento não está acionado.
  • TAMBORES E DISCOS – Mediante inspeção visual, verifica-se (nos casos em que é possível) se:
    • Os discos e/ou de calços estão desgastados excessivamente na sua superfície ativa, estão gretados ou partidos; se os discos e/ou tambores estão impregnados de óleo, sujidade, etc. e se os suportes são seguros.
  • CABOS, ALAVANCAS E LIGAÇÕES – Mediante inspeção visual, verificar se:
    • O estado dos cabos, defeituosos, enrolados, desfeitos, desgastados ou corrosão excessiva; se as uniões com os cabos ou alavancas estão defeituosas; se existe qualquer restrição ao funcionamento livre do sistema de travões.
    • O aparecimento de qualquer movimento anormal das alavancas, ou ligações que indique uma desafinação ou desgaste excessivo.
  • CILINDROS DO SISTEMA DE TRAVAGEM – Mediante inspeção visual, verificar:
    • Se estão fendidos, defeituosos ou apresentam corrosão excessiva; se a sua montagem é insegura ou inadequada; se o percurso da haste do cilindro é excessivo e se há danos excessivos ou percas da guarda de proteção contra o pó.

O veículo deve apresentar-se com a pressão correta de ar nos pneumáticos para comprovação do alinhamento das rodas diretrizes.

  • Com a simples passagem sobre a placa é possível saber se a direção se encontra convergente ou divergente, consoante a deslocação do prato seja respetivamente para a esquerda ou para a direita.
  • ESTADO MECÂNICO DA DIREÇÃO E VOLANTE – O veículo deve apresentar-se convenientemente limpo, por baixo, permitindo uma observação eficaz de todos os órgãos mecânicos, pelo que não deverão ser permitidas fugas de fluido lubrificante.
  • CONTROLO DE VOLANTE E COLUNA DE DIREÇÃO – Rodar o volante para verificar a folga radial e a existência de resistências ao movimento e fixação de volante e coluna de direção.
  • CONTROLO DA CAIXA DE DIREÇÃO – Provocar movimentos alternados à direção, para a esquerda e direita, verificando visualmente:
    • Pontos de fixação da caixa de direção ao quadro, fugas de lubrificante, estado de conservação da caixa e dos guarda-pós.
  • CONTROLO DA BARRA DE DIREÇÃO, TIRANTES E RÓTULAS – Com o movimento alternado indicado no ponto anterior, o mecânico verifica visualmente se existem anomalias nos seguintes órgãos:
    • Tirantes, Articulações e Rótulas de direção.
    • Deve ainda verificar o estado de funcionamento destes órgãos procurando a existência de: Deformações, Folgas, Soldadura e Fissuras
  • VEÍCULOS COM DIREÇÃO ASSISTIDA – Com o motor a funcionar, o mecânico deve controlar visualmente se o sistema funciona acionando o volante, devendo posteriormente verificar se existem fugas no sistema e o nível de fluido hidráulico quando visível.

Para efetuar o controlo dos órgãos referidos no ponto anterior, o condutor deve com o motor parado, efetuar o movimento alternado, sem forçar, para que seja possível verificar o estado mecânico da direção e seus componentes.

Mediante inspeção visual verificar a existência de fugas, a fixação da bomba e tubagens, o estado da bomba, a tensão da correia que a incorpora e o nível de fluído.

Finalmente verificar o alinhamento da direção.

A inspeção ao sistema de suspensão tem como objetivo a deteção de deficiências que afetem a segurança, estabilidade e aderência, em particular aquelas, que pela sua gravidade ponham em risco a segurança de pessoas e bens, na via pública.

Verificar o estado geral do veículo, incidindo as verificações sobre os eixos, rodas e transmissão, detetar eventuais folgas na direção, suspensão e órgãos de transmissão, deformações, fissuras e corrosão no lado interior das jantes assim como as deformações nas paredes interiores dos pneus avaliando, como complemento. Medir o alinhamento das rodas diretrizes dos veículos automóveis e verificar o estado mecânico dos componentes da direção.

  • CONDIÇÕES DE ENSAIO – O veículo deve apresentar-se convenientemente limpo por baixo, de forma a permitir uma observação eficaz: Não são permitidas fugas de combustível ou de óleo.
  • EFICIÊNCIA DO SISTEMA DE SUSPENSÃO – A suspensão tem por fim garantir a comodidade, segurança e proteção dos passageiros e do próprio veículo, contra impactos derivados, por exemplo, das irregularidades dos pavimentos.
  • ESTADO MECÂNICO DO SISTEMA DE SUSPENSÃO – Mediante inspeção visual do estado mecânico dos componentes dos diferentes eixos do veículo, verificar:
    • Fugas de óleo hidráulico dos amortecedores, as reparações mediante soldaduras deformações, defeitos, fissuras, corrosão acusada, as fixações inadequadas ou deformadas, as fixações com desgaste excessivo, os rolamentos das rodas, freios, cavilhões e terminais de direção e a existência de folgas transversais e axiais.

Mediante inspeção visual, verificar a correta fixação das jantes, em concreto, as porcas ou parafusos, a existência de deformações ou amolgaduras e a existência de roturas.

  • PNEUS – GERAL: Os veículos de motor devem ter as suas rodas equipadas de pneus (novos ou recauchutados), homologados. As dimensões, características e configuração dos mesmos serão as previstas pelo fabricante na homologação do veículo ou seus equivalentes.
  • Dimensões e características dos pneus:
    • As dimensões coincidentes ou equivalentes às que aparecem no livrete ou na homologação do tipo e com o índice de capacidade de carga e categoria de velocidade adequados às características do veículo.
    • No mesmo eixo, todos os pneumáticos serão do mesmo tipo.
    • Que a profundidade das ranhuras principais da faixa de rodagem cumpra as prescrições regulamentadas.
    • A inexistência de desgaste irregular na faixa de rodagem, de ampolas, deformações anormais, roturas ou outros sinais que evidenciem o descolar de alguma capa nos flancos ou da faixa de rodagem.
    • A inexistência de cabos ao descoberto, fendas ou sintomas de rotura da carcaça.
    • A montagem correta de pneumáticos unidirecionais.
  • Emissões de CO2: outrora com a função de expelir os gases de escape resultantes da combustão do motor e redução de ruído, verifica-se que a evolução dos sistemas de escape tem contribuído para reduzir a quantidade de emissões nocivas para o meio ambiente, e tem ajudado também a que a manutenção dos nossos carros se torne mais cómoda. As novas tecnologias e conceitos têm trazido uma fiabilidade muito maior ao velho tubo de escape e reduzem o número de visitas à oficina, mas introduziram também novas peças e elementos antes inexistentes. Vamos espreitar o que compõe um sistema de escape.
  • A condensação dos gases nos antigos sistemas de escape era propícia à criação de pontos de ferrugem que, inevitavelmente, acabavam por obrigar à substituição de algum elemento e até, em alguns casos, à troca de todo o conjunto. A introdução de elementos eletrónicos tornou esta situação cada vez mais rara, mas trouxe alguns novos elementos que, esses sim, precisam de    atenção regular.
  • Silenciadores intermédio e Traseiro: num processo em duas fases, diminuem o nível de ruído emitido pelo motor e também contribuem para reduzir a temperatura e elementos nocivos dos fumos expelidos. Através de duas câmaras, primeiro abafam as altas frequências e depois as baixas. Ao terem também um papel de redução de temperatura, podem provocar pontos de condensação e, consequentemente, a oxidação dos seus elementos quando o carro é sujeito a um regime de percursos curtos, em que o sistema não alcança a temperatura necessária para     evaporar a humidade.
  •  Catalisador: obrigatório a partir dos anos 90, diminui também a quantidade de gases emitidos. O catalisador funciona através de variações de temperatura para realizar a sua função e é o elemento que mais poderá vir a obrigar a reparações. A panela do catalisador atinge os 800ºC e revestimento de platina e rádio reage sobre os gases tóxicos para os transformar noutros menos prejudiciais. A qualidade do combustível e do óleo são alguns dos fatores que poderão reduzir a sua vida útil.
  • Sonda Lambda: regula o fornecimento de ar e combustível do motor, através de um sensor de oxigénio que ajuda o sistema de combustão a determinar a quantidade de combustível ótima a injetar. Ao dar-se uma avaria neste elemento, as medições serão incorretas e o rendimento do seu veículo será errático, podendo dar origem a obstruções do filtro de partículas. De forma inversa, o seu funcionamento é influenciado pelo bom estado dos restantes elementos do sistema, o que as torna o ponto central de atenção quando um mecânico investiga os motivos para uma quebra de rendimento ou aumento do consumo.
  • Sistema de pós-tratamento de emissões – O sistema de pós-tratamento de emissões juntamente com o aditivo, AdBlue (solução de ureia) foi criado para reduzir os níveis de NOx (Óxidos de Nitrogénio) e PM (partículas em suspensão) foram reduzidos para cumprir os requisitos de emissão Euro 6.
  • Filtro – A partir do motor, os gases de escape passam pelo Catalisador de Oxidação Diesel (DOC) e pelo Filtro das Partículas do Diesel (DPF) ou, então, para a caixa do filtro. A caixa do filtro contém o Catalisador de Oxidação Diesel (DOC) e o Filtro das Partículas do Diesel (DPF). No       Catalisador de Oxidação Diesel (DOC), uma parte das partículas de fuligem dos gases de escape é removida através de um processo químico. As partículas restantes são recolhidas no DPF.
  • Gases – Após a passagem pelo filtro, os gases são misturados com AdBlue (solução de ureia).   Através do catalisador SCR, o teor de NOx dos gases de escape é convertido em nitrogénio (N2)     inofensivo e água (H2O). No catalisador AMOX, o amoníaco em excesso (NH3 – amoníaco não           reagido) é também convertido em nitrogénio e água, após o qual os gases de escape limpos    podem ser libertados para a atmosfera através de um difusor.
  • Regeneração do filtro DPF – Se as condições (temperatura e nível de NOx) forem favoráveis, o que depende em grande parte do ciclo de serviço do veículo, a maioria da fuligem recolhida noDPF é queimada passivamente. Se o nível de fuligem no DPF se tornar demasiado elevado (indicado pela queda de pressão no DPF), o sistema irá reiniciar uma regeneração ativa.

Verificar a existência e conformidade de equipamentos que obrigatoriamente devem equipar os veículos, face à sua utilização e tipo, nomeadamente, colete refletor e triângulo de sinalização.

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